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Até as 18hrs desta quarta-feira, 15, o Programa Universidade para Todos (ProUni) registrou 868.806 inscritos. O número de inscrições chegou a 1.654.757 – cada candidato pode fazer até duas opções de curso. O prazo de inscrições vai até sexta-feira (17) às 23h59 (horário de Brasília). Nesta primeira edição do ano, o programa oferece 131.636 bolsas integrais e 59.989 parciais, em 25,9 mil cursos. Isso significa crescimento de 18% na oferta em relação à primeira edição do ano passado. Estão programadas duas chamadas on-line de candidatos. O resultado da primeira será divulgado no dia 20 deste mês; o da segunda, em 3 de fevereiro, ambos na página do programa na internet. Para fazer a inscrição na primeira edição de 2014 do ProUni, o candidato deve ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas. Não pode ter tirado nota zero na redação. No momento da inscrição, será necessário informar o número de inscrição e a senha usados no Enem e o Cadastro de Pessoa Física (CPF). O candidato não pode ter diploma de curso superior. Para concorrer à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. Para as bolsas parciais, a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa. Estão dispensados dos requisitos de renda os professores da rede pública em efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Eles concorrem exclusivamente a bolsas para cursos de licenciatura. Espera — Este ano, há mudança quanto aos procedimentos da lista de espera. Agora, o estudante que não for pré-selecionado nas duas chamadas regulares e quiser participar da lista terá de manifestar interesse pela internet e, em seguida, nas datas previstas em edital, levar a documentação à instituição de ensino na qual pretende estudar. Após esse processo, a instituição terá prazo para avaliar os documentos. O estudante selecionado receberá o resultado por meio do boletim do candidato, disponível on-line na página do ProUni. Nas edições anteriores, o candidato tinha de manifestar interesse na lista de espera e aguardar a convocação da instituição. Criado pelo governo federal em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, o ProUni oferece a estudantes brasileiros de baixa renda bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições particulares de educação superior que ofereçam cursos de graduação e sequenciais de formação específica. Podem fazer a inscrição os egressos do ensino médio da rede pública ou da rede particular, estes na condição de bolsistas integrais da própria escola. Financiamento — Para os concorrentes à bolsa parcial, há ainda os benefícios do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O candidato pode custear os outros 50% da mensalidade, sem a necessidade de apresentação de fiador. Para isso é necessário que a instituição para a qual foi selecionado tenha firmado termo de adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc). As inscrições devem ser feitas na página do ProUni na internet. Assessoria de Comunicação Social.

Começa na segunda-feira, 20, a adesão dos professores ao Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, que este ano vai oferecer formação continuada a educadores de todas as disciplinas. A expectativa do Ministério da Educação é ter a adesão dos 495,6 mil docentes do ensino médio que trabalham em 20 mil escolas públicas do país. A adesão dos professores será feita no SisMedio, sistema informatizado de cadastro desenvolvido para atender ao público do pacto. A coordenadora-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Sandra Regina de Oliveira Garcia, afirma que o SisMedio será aberto na segunda-feira, 20. Segundo ela, o professor que aderir à formação será cadastrado pelo diretor da escola. Cada educador receberá bolsa mensal de R$ 200 para fazer a formação, que será presencial e desenvolvida na própria escola. Para participar, o docente deve atuar em sala de aula e estar registrado no Censo Escolar de 2013. Este ano, segundo Sandra Garcia, os professores cursarão dois módulos do pacto. O primeiro trata da formação comum a todos, organizada nos núcleos: • Sujeitos do ensino médio • Ensino médio • Currículo • Organização e gestão do trabalho pedagógico • Avaliação e áreas de conhecimento • Integração curricular No segundo módulo serão abordados conteúdos das áreas do conhecimento, como ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática. Os conteúdos, desenvolvidos por universidades públicas, serão inseridos nos tablets enviados no ano passado pelo MEC às secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal. Cada secretaria assumiu a responsabilidade de distribuir os tablets aos professores da rede. De acordo com Sandra Garcia, os professores vão destinar seis horas semanais à formação continuada. Serão três horas são de aulas coletivas e três de estudos individuais. Estados — Para que os professores façam a formação do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio é necessária a adesão das secretarias estaduais de Educação dos estados e do Distrito Federal. Até terça-feira, 14, formalizaram a adesão 22 unidades federativas. A expectativa do MEC, segundo Sandra, é que todas façam a adesão até o fim do mês para possibilitar a participação dos educadores. A execução do pacto compreende trabalho conjunto. Estão envolvidos o Ministério da Educação, que propôs a ação e vai assegurar as bolsas de estudos e as pesquisas; as secretarias de Educação, responsáveis pelo ensino médio no país, e universidades públicas federais e estaduais. A participação das universidades depende de adesão. Hoje, segundo Sandra Garcia, 80 instituições manifestaram interesse em participar. Bolsas — Os educadores das instituições de educação superior e das secretarias de Educação e os professores cursistas que fazem parte do pacto receberão bolsas mensais durante todo o período de formação. As bolsas, garantidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), estão divididas em tipos, conforme as atribuições dos educadores: • R$ 2 mil para o coordenador-geral da instituição de educação superior • R$ 1,4 mil para o coordenador-adjunto da instituição de educação superior • R$ 1,2 mil para o supervisor • R$ 1,1 mil para o formador da instituição de educação superior • R$ 1,1 mil para o professor formador regional do pacto nos estados e no Distrito Federal • R$ 765 para o orientador de estudo • R$ 200 para o professor cursista e para o coordenador pedagógico. O Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio foi instituído pela Portaria nº 1.140/2013, publicada noDiário Oficial da União de 9 de dezembro de 2013. Os critérios e normas sobre o pagamento de bolsas de estudos e pesquisa no âmbito do pacto constam da Resolução nº 51/2013, publicada no Diário Oficial da União de 16 de dezembro de 2013. Ionice Lorenzoni

O projeto Minha Escola Sustentável garantiu à professora Shirlei dos Santos Catão um lugar entre os vencedores da sétima edição do Prêmio Professores do Brasil. Desenvolvido no período de agosto a dezembro de 2012, o projeto foi criado para formar uma consciência crítica na comunidade escolar sobre problemas socioambientais a partir da busca por soluções concretas e coletivas. Estiveram envolvidos cerca de 600 alunos da Escola Municipal Francisco de Souza Bríglia, em Boa Vista, Roraima, matriculados em turmas do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. A professora revela que o projeto surgiu a partir de uma situação-problema — quais as consequências da falta de preservação ambiental? Um igarapé poluído, o Pricumã, próximo à escola, contribuiu para a escolha do tema. “Todos participaram do trabalho, mas o enfoque maior foi dado aos alunos do primeiro ao terceiro ano”, destaca Shirlei. A experiência foi premiada na categoria Temas Específicos, subcategoria Educação Integral e Integrada. O concurso é promovido pelo Ministério da Educação. Segundo a diretora da instituição, Adaíze de Rosas de Souza, o projeto colaborou para a conscientização de toda a comunidade sobre a necessidade de proteger os recursos naturais. “Foi um trabalho constante”, enfatiza. Adaíze explica que a experiência contou com a participação dos pais. Durante a Gincana do Meio Ambiente, por exemplo, a mãe de um aluno conseguiu coletar 10 mil latas de alumínio. “O dinheiro obtido com a venda do material arrecadado possibilitou a compra de artigos para o desenvolvimento do projeto”, salienta a diretora. Na gincana, promovida de 6 a 10 de agosto, houve atividades como cultivo de árvores para a arborização da escola, elaboração e recitação de poemas relacionados ao meio ambiente, confecção de brinquedos a partir de material reaproveitado e criação de cartões-postais, com sugestões de economia de água e de energia. “A natureza é perfeita. O homem só precisa preservá-la”, diz Shirlei. “A ausência de ações pode deixar para as futuras gerações uma herança de incertezas, transformando qualquer bom lugar para se viver num verdadeiro pesadelo.” A professora, que tem licenciatura em pedagogia e em química e mestrado em ciências da educação, enfatiza a necessidade de se conscientizar e sensibilizar a população para o problema. “Talvez ainda haja tempo para recuperarmos o que foi destruído.” Fátima Schenini Saiba mais no Jornal do Professor  

Um conjunto de 1.001 escolas públicas do ensino fundamental e do ensino médio inovador, de 23 unidades da Federação, faz parte da primeira lista de unidades selecionadas para receber recursos do programa Mais Cultura nas Escolas. A comissão interministerial de avaliação do programa vai divulgar mais uma lista em 10 de fevereiro e outra em 10 de março próximos. Pelas previsões, serão atendidas mais cinco mil escolas este ano, com repasses do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que variam de R$ 20 mil a R$ 22 mil. O valor por escola é definido de acordo com o número de estudantes matriculados. O investimento no ano será de R$ 100 milhões. De acordo com a secretária substituta de políticas culturais do Ministério da Cultura, Juana Nunes, a comissão interministerial optou por divulgar as escolas por etapas, no período de janeiro a março, em razão do grande número de projetos habilitados para o Mais Cultura e também para evitar atrasos no calendário. Juana explica que os planos de atividades culturais das escolas selecionadas serão publicados pelos ministérios da Cultura e da Educação e repassados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela transferência dos recursos às unidades de ensino. A escola deve investir a verba na contratação de serviços culturais, conforme plano de trabalho aprovado pela comissão interministerial. Iniciativa dos ministérios da Educação, da Cultura e do Desenvolvimento Social, o Mais Cultura tem entre as finalidades promover a circulação de cultura nas escolas, contribuir para a formação de público no campo das artes e desenvolver uma agenda de formação integral de crianças e jovens. As atividades podem ser desenvolvidas dentro ou fora das escolas, durante o ano letivo, por um período mínimo de seis meses. Levantamento realizado pelos três ministérios mostra que das 14,3 mil escolas habilitadas a participar do programa, 67% têm alunos atendidos pelo programa Bolsa-Família do governo Federal. Desse total de escolas, 13,6 mil adotaram a educação em tempo integral; 675 implantaram o ensino médio inovador e 251, os dois sistemas. Os recursos do PDDE serão repartidos de acordo com o número de matrículas registradas no último Censo Escolar. Ionice Lorenzoni Confira a relação das escolas selecionadas em janeiro de 2014.

Segundo relatório da ONU, dos 7 bilhões de habitantes do planeta, apenas 4,5 bilhões têm acesso a banheiros. Mas 6 bilhões já possuem acesso ao telefone celular, o que torna o dispositivo uma ferramenta poderosa. Com a tecnologia móvel tão disseminada e presente em todas as camadas da sociedade, os celulares podem fomentar a leitura em regiões onde o acesso aos livros é mais difícil. A constatação faz parte do relatório Lendo na Era do Celular, divulgado recentemente pela Unesco. A partir da pesquisa feita em parceira com a empresa Nokia e a ONG Worldreader, a Unesco mapeou os hábitos de leitura de mais de 4.000 pessoas em sete países da África onde o analfabetismo atinge mais de 40% da população (Etiópia, Gana, Índia, Quênia, Nigéria, Paquistão e Zimbábue). A entidade constatou que as pessoas que mantêm aplicativos de leitura instalados no celular leem 62% mais do que quando tinham disponíveis apenas livros em papel. Entre os entrevistados, a leitura via celular já é prioritária devido à conveniência: 67% dizem estar sempre com o celular em mãos, o que facilita a leitura, ainda que prefiram ler pelo modo convencional. O fenômeno não se restringe aos países africanos. Na China, 25 milhões de pessoas leem livros apenas pelo celular. Estima-se que existam 774 milhões de analfabetos no planeta. A Unesco recomenda em seu relatório que novos projetos de aplicativos de leitura para celular sejam desenvolvidos para garantir o acesso a mais livros e em larga escala. A instituição aconselha ainda que os pais usem os aparelhos para despertar o interesse pela leitura nas crianças, de modo a reduzir o índice de analfabetismo entre os jovens, que representam 123 milhões dos analfabetos no mundo. Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/apps-de-celular-fomentam-a-leitura-diz-estudo-da-unesco

Um matagal no bairro pobre de Barreiro, na periferia de Belém, apresentou nesta segunda-feira (05) um bem acabado retrado da educação no país. Centenas de livros didáticos, alguns novos e sem qualquer marca de uso, jaziam em meio ao lixo comumente despejado no lugar. Muitos haviam sido previamente destruídos. Moradores da área relatam que o material foi jogado ali na tarde de domingo. - Poxa, poderiam doar esses livros. Mas, se jogaram fora, é melhor aproveitar. Minha neta está com quatro anos e já começa a estudar. Ela poderá usá-los - disse Rosalina, de 64 anos, uma das muitas pessoas que se meteram no lixão para tentar recuperar alguns dos livros. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Pará admitiu que os livros são atualmente usados pelas escolas públicas do ensino fundamental. O órgão sustentou que vai apurar de onde partiu o material descartado, todo ele proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. - É a primeira vez que vejo algo assim. Dá para entender por que nossa educação é tão ruim. É preciso descobrir quem fez isso e puni-lo - afirmou o aposentado José Maria Gomes, morador da região. A esperança é que câmeras de vigilância na área possam identificar os responsáveis pelo descarte. Fonte:http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/livros-didaticos-novos-sao-encontrados-no-lixo-em-belem-12405817

Quatro em cada dez candidatos a uma vaga de estágio no Brasil seriam reprovados em testes de Português. O resultado faz parte da pesquisa feita pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) com cerca de 7,1 mil estudantes em todo o país ao longo do ano passado e divulgada nesta semana. O percentual de 40,6% de reprovação de 2013 é bem superior aos 28,8% detectado pelo mesmo estudo no ano anterior. Para medir o índice, pesquisadores do Nube elaboraram uma prova simples de ditado com 30 palavras de uso cotidiano dos brasileiros. Tudo no papel e na caneta. Aqueles que errassem pelo menos sete itens já eram considerados reprovados na prova. Os candidatos teriam de escrever, por exemplo, verbetes como "seiscentos", "escassez", "artificial", "sucesso", "licença" e "censura".Para Mauro de Oliveira, matemático e gerente do Nube, o aumento de quase 12% no índice de reprovação na pesquisa no espaço de um ano se deve ao comprometimento cada vez menor do jovem com a língua, principalmente quando ele interage em redes sociais: - Percebemos que quando o aluno vai escrever com a caneta e o papel, sem o apoio de qualquer tecnologia ou corretores automáticos, ele vai mal. O mundo digital pode ser um forte aliado dos profissionais, mas quando uma pessoa que já apresenta alguma deficiência no idioma usa esses recursos, ela acaba se acomodando e se viciando a ele - explica. A pesquisa, no entanto, ressalta que há uma tendência de aprovação cada vez maior conforme o candidato vai envelhecendo. Os com idade acima de 30 anos, apresentaram melhor desempenho, com 68,5% de sucesso, superando outras faixas como a de 14 a 18 anos (59,3%), 19 a 25 anos (58,9%) e 26 a 30 anos (65%). Já analisando o desempenho por cursos de graduação, percebe-se que os candidatos de Pedagogia são os que mais reprovam (86%), seguidos por Moda (75%), Secretariado Executivo (69%), Engenharia Civil(68%) e Arquitetura e Urbanismo (64%). Na outra ponta, os alunos de Engenharia de Controle e Automação apresentam o maior índice de aprovação, 87,5%. Em seguinda vêm os estudantes de Engenharia Química (82%), Medicina Veterinária (79%), Química (77%) e Nutrição (76%).Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/quatro-em-cada-dez-candidatos-estagio-cometem-erros-graves-de-ortografia-segundo-estudo-12405054

Encerra-se no próximo dia 25 de maio o prazo de submissão de trabalhos para o VI FIPED. Para cada inscrito serão aceitos, no máximo, 2 (dois) trabalhos como primeiro autor e como coautor, não podendo ultrapassar 5 (cinco) participantes por trabalho. Importante que todos os trabalhos submetidos para o VI FIPED sejam cuidadosamente revisados antes do encaminhamento. Trabalhos que estiverem fora das normas serão automaticamente desclassificados. Os trabalhos devem apresentar resultados de pesquisas, com experiências e estudos concluídos ou em andamento, ou de ensino e extensão, desde que articulados com ações de pesquisa. A prioridade é para graduandos em Pedagogia e áreas afins. Profissionais da educação, graduados e pesquisadores também podem inscrever trabalhos.O resultado final da avaliação dos trabalhos será em 05 de Junho de 2014. O VI FIPED é uma realização da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Centro de Educação (CE), promovido pela Coordenação do Curso de Pedagogia Licenciatura Diurno – UFSM e Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP).

Queridos pelos professores, Machado de Assis e José de Alencar não são autores de cabeceira para a maioria dos alunos. A dificuldade de entender obras clássicas, seja pela linguagem ou complexidade das tramas, reaviva o debate sobre o uso de adaptações literárias nas escolas. Embora a ideia das versões seja incentivar a leitura entre crianças e adolescentes, especialistas se preocupam com o empobrecimento dos textos. Na semana passada foi alvo de críticas o projeto da escritora Patrícia Engel Secco, que teve apoio da Lei de Incentivo à Cultura para adaptar obras de Machado de Assis para uma linguagem atual. Um dos exemplos, que acirrou ânimos nas redes sociais, foi a troca da palavra "sagacidade" por "esperteza", de compreensão mais fácil. A polêmica, entretanto, não é novidade nas escolas. Iuri Pereira, professor de Literatura do Colégio Equipe, em Higienópolis, na região central de São Paulo, é contrário às adaptações. "Geralmente a mudança reduz, simplifica a obra", diz. "E o mais difícil de Machado, por exemplo, não é a linguagem, mas os temas, que são próprios da maturidade." Segundo ele, uma estratégia para abordá-lo com os mais novos é usar textos menores, como os contos. Para a aluna do 3.º ano do Equipe Marina Klautau, a aversão aos livros clássicos está ligada às exigências do vestibular. "Muitos colegas acabam mais preocupados em buscar análises sobre o livro do que em ler. Eles se concentram no que é cobrado na prova", lamenta ela, de 16 anos. "A leitura é tratada como obrigação."Outra barreira nos originais, segundo Marina, é o vocabulário. "Para algumas palavras, tenho de procurar o significado. Mas isso não faz com que eu perca o interesse nos livros. Geralmente as pessoas se desmotivam pelas dificuldades de entender a linguagem", relata. Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,literatura-simplificada-e-polemica-nas-escolas,1165401,0.htm

Um universo até então desconhecido de sons, palavras e ideogramas, vindos do Oriente, vem enchendo de curiosidade e, principalmente, interesse crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino do Rio. Aulas eletivas de árabe, turco e mandarim chegaram de surpresa à grade curricular de algumas escolas, com a proposta inusitada de testar a receptividade dos alunos diante de idiomas tão estranhos aos ouvidos do Ocidente. Pois o conjunto de símbolos nada familiares, muitas vezes escritos de trás para a frente, e a sonoridade dessas línguas caíram no gosto dos estudantes, cuja idade varia entre 11 e 18 anos. As primeiras turmas estão lotadas, e há filas de espera por novas vagas. A experiência, que acontece nas redes municipal (árabe e turco) e estadual (árabe, turco e mandarim), atraiu especialmente jovens de olho no mercado de trabalho, onde um idioma a mais no currículo pode fazer toda a diferença no futuro. No Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, por exemplo, as aulas de árabe começaram há dois meses, com uma turma. Hoje, já são duas, com 67 alunos, entre 14 e 18 anos. A professora Salam Naser Zidan, uma síria que vive no Rio há 17 anos, se desdobra para aplacar tanta curiosidade dos pupilos. Para tornar as aulas mais atraentes, ela leva vídeos, músicas, fala sobre a cultura e promove encontros gastronômicos. No grupo, Shakila de Souza Ahmad, de 16 anos, chama atenção não apenas por ser uma das mais aplicadas, mas pelos laços afetivos com o idioma: o pai é paquistanês, e ela decidiu praticar futuramente a religião muçulmana. Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mandarim-arabe-turco-ja-se-aprendem-nas-escolas-publicas-12522155

A maioria dos professores do ensino médio no Brasil (51,7%) não tem licenciatura na disciplina em que dá aulas. Outros 22,1% dos docentes que estão nas salas do ensino médio não têm qualquer licenciatura. Os dados do Censo Escolar 2013 foram compilados pela ONG Todos Pela Educação. O Nordeste é a região em que faltam mais professores licenciados nas áreas específicas das disciplinas - 66% não são formados na área em que atuam. No Centro-Oeste, o índice é de 60,5%. Na região Norte, o percentual é de 55%. As regiões Sul (41,9%) e Sudeste (42%) são as com as menores carências de professor.A disciplina com maior deficiência é artes em que apenas 14,9% dos professores são licenciados. Língua portuguesa é a disciplina com mais professores dentro da sala de aula que se formaram na área (73,2%). Em física, 80,8% dos docentes não são formados na área; na disciplina de química, o índice é de 66,3%. Entre os que não têm licenciatura na disciplina em que dá aulas entram professores que não são especialistas na área --como o professor de física que dá aulas de química ou o formado em ciências sociais que dá aulas de geografia. Esses casos são permitidos pelo MEC (Ministério da Educação). Há ainda o problema dos profissionais formados em outras áreas que estão nas salas de aula, como o administrador que dá aulas de língua portuguesa no ensino médio. Isso é comum entre professores temporários. Com salários baixos, um dos problemas é que a docência não atrai os jovens no ensino superior. Neste ano, o piso nacional do professor foi fixado em R$ 1.697,39, para uma jornada de 40 horas. Mesmo entre os que decidiram seguir carreira na sala de aula, a evasão da educação básica é cada vez maior. Insatisfação no trabalho e desprestígio profissional são alguns dos motivos apontados por quem prefere abandonar a sala de aula. Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/04/11/maioria-dos-docentes-do-medio-nao-tem-licenciatura-na-area-em-que-atua.htm

Professores da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica têm até o dia 20 de junho para fazer a inscrição no programa Professores para o Futuro. A chamada pública da Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica), do Ministério da Educação, e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) oferece 60 vagas para estudos em três universidades da Finlândia, ainda este ano. O programa se propõe a apoiar projetos de pesquisa científica e tecnológica que contribuam para a capacitação dos professores por meio da concessão de bolsas de desenvolvimento tecnológico e inovação. As instituições de ensino superior participantes na Europa são: University of Applied Sciences (Hamk), University of Applied Sciences (Haaga-helia) e University of Applied Sciences (Tamk). A Finlândia, país do norte europeu, tem um modelo educacional de educação técnica que absorve cerca de 80% dos estudantes. No ensino médio, mais de 40% dos alunos optam pela modalidade integrada à educação profissional. Os diplomas, tanto do ensino médio regular quanto do integrado à educação profissional, dão acesso a instituições de ensino superior daquele país. A formação dos professores na Finlândia se baseia em pesquisa, com exigência de dissertação de mestrado. Além disso, há cursos sobre prática didática e pelo menos um ano de estágio docente em escola municipal ou de aplicação. Para se candidatar à bolsa, o professore interessado deve ter o currículo lattes atualizado e dominar a língua inglesa. As propostas de pesquisa devem estar relacionadas a áreas estratégicas do governo federal em ciência, tecnologia e inovação, como, por exemplo, agropecuária; biomédica; biotecnologia; construção civil; economia criativa; energia renovável; nanotecnologia; recursos ambientais e transporte e turismo. O projeto deve ser apresentado por meio eletrônico, conforme a chamada pública, até as 23h59 do dia 20 de junho. O início efetivo do programa, previsto para agosto próximo, contempla uma primeira etapa na Finlândia e outra no Brasil. A fase nacional será acompanhada a distância pelos instrutores finlandeses. Fonte: http://noticias.r7.com/educacao/professores-concorrem-a-bolsas-em-universidades-da-finlandia-26052014

A ESCOLA DO SÉCULO 21

28 de Maio de 2014

A estrutura atual das escolas é do século 19, o currículo do século 20, e os alunos, do século 21. Alguma dúvida de que já passou a hora de mudarmos a nossa escola? Vamos por partes, começando pelo final da pergunta. Sim, nossa escola. Melhorar a Educação é tarefa de todos nós, de toda a sociedade. O artigo 205 da Constituição Federal diz que a Educação é direito de todos e dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade. Então, mesmo que você não seja da área, esse assunto também é seu, pois diz respeito à sociedade que estamos construindo. E sobre mudar a escola? Todos nós passamos por ela, e por vários anos. Então temos referências muito fortes a respeito do que ela é: aulas com tempo de duração fixo; professores cuja função é ensinar; alunos que não aprendem do jeito como foram ensinados repetem o ano, e assim por diante. Como a escola “deu certo” para a maioria de nós – ou assim acreditamos –, o modelo se mantém sem muito espaço para inovações. No entanto, neste momento a mudança é imperativa. A tecnologia avança aceleradamente, os interesses dos alunos são outros, a sociedade é mais complexa, e a economia, mais interdependente. Nos últimos anos, a humanidade produziu muitos conhecimentos que têm pouco espaço no currículo atual. E, por fim, o mercado de trabalho exige novas competências. Além desses fatores externos, a mudança se faz necessária também pelo fato de o atual sistema não conseguir garantir efetivamente o aprendizado para a maioria de nossos alunos. No Brasil, apenas metade das crianças são plenamente alfabetizadas até os 8 anos de idade, e só 10% dos jovens que concluem o ensino médio aprendem o mínimo adequado em matemática. Além disso, nem todos os que entram na escola chegam a concluir a Educação Básica, essencialmente porque não conseguiram avançar nos estudos e acabam por desistir. Algo está muito errado, e é preciso mudar. O diagnóstico está aí. É impossível não perceber que esse não é o caminho. Não acredito que agora devamos ir para o outro extremo, quebrar todos os muros e inverter totalmente os papéis. Mas é preciso começar a andar por outros caminhos, encontrar as fórmulas brasileiras de fazer uma educação adequada para o século 21. Há experiências e estudos por aqui e pelo mundo que podem nos ajudar nessa busca. Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/priscila-cruz/posts/2014/05/27/a-escola-do-seculo-21-537203.asp

ATENÇÃO! O prazo para submissão de trabalho no VI Fórum Internacional de Pedagogia (VI FIPED) foi PRORROGADO até 16 de Junho. Lembrando que para cada inscrito serão aceitos, no máximo, 2 (dois) trabalhos como primeiro autor e como coautor, não podendo ultrapassar 5 (cinco) participantes por trabalho. Importante que todos os trabalhos submetidos para o VI FIPED sejam cuidadosamente revisados antes do encaminhamento. Trabalhos que estiverem fora das normas serão automaticamente desclassificados. Os trabalhos devem apresentar resultados de pesquisas, com experiências e estudos concluídos ou em andamento, ou de ensino e extensão, desde que articulados com ações de pesquisa. A prioridade é para graduandos em Pedagogia e áreas afins. Profissionais da educação, graduados e pesquisadores também podem inscrever trabalhos. O resultado final da avaliação dos trabalhos será em 25 de Junho de 2014. As inscrições no evento seguem até o dia 20 de Julho. Para mais informações acesse: http://www.fipedbrasil.com.br/normastrabalho.php

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta terça-feira (27) a oitava edição do Prêmio Professores do Brasil. A competição oferece R$ 6 mil às iniciativas que contribuem para a melhoria da educação básica no país. O prêmio foi lançado na abertura do 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação."Nosso grande desafio é alcançar todos os professores dos municípios brasileiros. Para isso, precisamos do apoio das secretarias de Educação para estimular e identificar professores com iniciativas em destaque", disse a secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce. A portaria com o regulamento do prêmio foi publicada no Diário Oficial da União. Além dos R$ 6 mil, os primeiros lugares nas oito categorias do certame receberão R$ 5 mil. Os prêmios são oferecidos pelos parceiros Fundação SM, Fundação Volkswagen, Abrelivros e Instituto Votorantim. As inscrições vão de 2 de junho a 15 de setembro na internet. Também na abertura do evento, Maria Beatriz ressaltou a importância dos professores. "Precisamos de uma formação sólida, formação continuada e de melhorias nas condições de trabalho e remuneração de todos os professores". As declarações da secretária foram dadas em um contexto em que professores fazem paralisações em vários locais do país. O 6º Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação, que vai até sexta-feira (30), reúne mais de mil dirigentes municipais do setor educacional. Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/05/27/mec-lanca-premio-e-destaca-necessidade-de-valorizacao-de-docentes-129388.php

O plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira o texto base do Plano Nacional de Educação (PNE). A votação continuará na próxima semana, porque serão votados destaques de pontos considerados polêmicos no texto. O projeto aumenta para 10% do PIB (Produto Interno Bruto) os gastos anuais da União, dos estados e dos municípios com ensino público, a partir do décimo ano de vigência da proposta. Em 2011, o país destinou 5,3% do PIB à educação. A votação ocorreu em clima de festa, com deputados e o presidente da Câmara comemorando a aprovação do plano. O projeto já tinha sido votado na Câmara, mas sofreu alterações na votação no Senado. O PNE estabelece metas e diretrizes para a educação brasileira nos próximos dez anos. A ideia era que vigorasse no período de 2011 a 2020. O projeto foi enviado ao Congresso em dezembro de 2010, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Câmara fez mudanças no texto e aprovou-o em 2012. O Senado devolveu o projeto em 2013. O texto aprovado prevê benefícios às escolas que conseguirem melhorar seu desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O relator, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), deixou de fora pontos polêmicos como a indicação das fontes de financiamento para aumentar o volume de recursos na educação, e a previsão de punição a gestores que não cumprirem o plano. Segundo Ângelo Vanhoni, a insistência em votar esses pontos retardaria ainda mais a aprovação do PNE. — Preferimos, na forma de financiamento, fazer apenas uma sugestão. Mas para sorte do Brasil e da educação, o Congresso Nacional aprovou antes uma lei dizendo que 75% dos royalties do pré-sal serão destinados à educação brasileira. Esse volume de recursos, em 2019 e 2020, segundo todas as projeções da exploração dessa reserva de petróleo, é quase 3% do PIB da nação — explicou o relator. Ficaram pendentes de votação três destaques polêmicos. Dois deles, de autoria do PSB e do PDT, querem excluir do cálculo dos 10% do PIB despesas com programas como como Universidade para Todos (ProUni), Pronatec, Fies e Ciências sem Fronteiras. No relatório, Vanhoni estabeleceu que gastos com esses programas poderão ser contabilizados como investimentos em ensino público, isto é, dentro dos 10% do PIB que deverão ser aplicados no setor. Vanhoni defende a medida com o argumento de que as vagas oferecidas por esses programas são públicas, ainda que as instituições de ensino que recebem o dinheiro sejam privadas. Outros parlamentares, como o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), são contrários. Para Valente, a verba contabilizada como gasto público só deveria ir para instituições públicas. — Pelo que eu vi de manifestações de alguns partidos, poderão ser levados ao plenário o destaque de gênero e o destaque da questão do Prouni — disse Vanhoni após a conclusão da votação na comissão. O PMDB defenderá a aprovação de outro destaque polêmico: retirar do texto trecho que prevê que a União vai complementar com recursos financeiros os orçamentos dos estados, do Distrito Federal e dos municípios que não conseguirem atingir o valor do chamado CAQi (Cisto Aluno Qualidade Inicial), será calculado com base no custo/ aluno, que leva em conta fatores como o salário dos professores e jornadas dos alunos. Fonte:http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/camara-aprova-texto-base-do-plano-nacional-de-educacao-pne-12642184

Em 738 municípios brasileiros, mais da metade dos alunos de escola pública do ensino médio não têm a idade adequada à série em que estuda. São estudantes com mais de dois anos de atraso escolar. Na outra ponta, 217 de um total de 5,5 mil municípios têm menos de 10% de estudantes nessas condições. Os dados são do Censo Escolar do Instituto Nacional de pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A maior parte dos municípios com distorção idade-série de mais de 50% (468) está na Região Nordeste. Quando se trata dos municípios com taxa menor que 10%, a maior parte, 190, está no Sudeste. Os dados foram selecionados com o auxílio da plataforma de dados educacionais QEdu, onde estarão disponíveis para consulta a partir de nesta segunda-feira (2). O portal é uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação.Os dados nacionais mostram que 32,7% dos alunos brasileiros de escola pública do ensino médio não têm a idade adequada à série em que estão. Parte desse atraso vem do ensino fundamental, onde 23,7% estão nessa situação. Pela Constituição, os estados e o Distrito Federal são responsáveis, prioritariamente, pelo ensino médio. Segundo a presidenta da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, os municípios têm um dever de casa: "Esse problema não começa no ensino médio, começa nos anos finais do ensino fundamental [do 6º ao 9º ano]. Trabalhar na busca ativa é fundamental, tem que abrir o dado e ver onde está esse aluno. Até para ver se ele tem condição de continuar ou não, se tem alguma síndrome mais complicada, se está atrasado porque ficou fora da escola". Com 21 anos, no 1º ano do ensino médio, Orleide Silva é um exemplo de estudante que está fora do fluxo escolar. A idade adequada seria 15 anos. Quando tinha essa idade, no Piauí, a mãe de Silva separou-se do marido. "Eu tinha que estudar à noite porque trabalhava de dia. Sustentava minha mãe e meus dois irmãos. Começou a ficar muito difícil porque não tinha transporte e parei de estudar". Antes disso, ele já tinha sido reprovado no 4º e no 6º ano do ensino fundamental. "Brinquei demais". Atualmente, mora no Distrito Federal, voltou a estudar e pretende cursar filosofia para ser professor. "Este ano, eu faltei um dia por motivo de serviço. Conhecimento é importante para tudo. Quando eu era mais jovem, só queria curtição, agora penso diferente. Ninguém vai tirar isso de mim". No entanto, nem todos os alunos voltam a estudar. A taxa de abandono no ensino médio em 2012 era 9,1%, a maior do ensino básico regular. Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/06/02/mais-de-700-municipios-tem-mais-da-metade-dos-alunos-em-atraso-escolar-129948.php

A polêmica do uso de celular em sala de aula chegou nos tribunais depois que um aluno processou o seu professor por ter tomado o aparelho no meio de uma aula. O episódio aconteceu em Recife e teve a decisão do juiz Elieser Siqueira de Souza Junior a favor do docente. O magistrado aproveitou a sentença para criticar as novelas, reality-shows e a ostentação, considerados pelo magistrado como contra educação. “Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os ‘realitys shows’, a ostentação, o ‘bullying‘ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”, afirmou o juiz. A ação foi movida pelo aluno Thiago Anderson Souza, representado por sua mãe Silenilma Eunide Reis, que, segundo consta nos autos do processo, passou por “sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional” após ter o celular retirado pelo professor Odilon Oliveira Neto. O estudante disse que apenas utilizava o aparelho para ver o horário. Porém, perante outras provas, o juiz não acreditou na versão de Thiago. “Vemos que os elementos colhidos apontam para o fato de que o Autor não foi 'ver a hora'. O mesmo admitiu que o celular se encontrava com os fones de ouvido plugados e que, no momento em que o professor tomou o referido aparelho, desconectou os fones e... começou a tocar música”. Em depoimento, o professor e a coordenadora do colégio afirmaram que não foi a primeira vez que o aluno foi chamado a atenção para o uso do aparelho em sala de aula. O juiz apontou que, para além da proibição do colégio, existem normas do Conselho Municipal de Educação que proíbem o uso do celular em sala de aula, exceto para atividades pedagógicas. “Pode-se até entender que o Discente desconheça a legislação municipal sobre os direitos e deveres dos alunos em sala de aula. O que não se pode admitir é que um aluno desobedeça, reiteradamente, a um comando ordinário de um professor, como no presente caso”, observa. O juiz ainda aproveitou a execução para fazer uma análise sobre a educação do Brasil apontando que a mesma tornou-se uma espécie de “carma” para quem trabalha. “No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor”, sentenciou. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/aluno-processa-professor-por-celular-retirado-em-sala-de-aula-perde-12718573

Estão abertas, a partir desta segunda-feira (9), as inscrições para cursos presenciais do Programa Inglês sem Fronteiras. Ao todo, serão ofertadas 6.825 vagas em cursos ministrados em universidades federais. As inscrições, exclusivamente pela internet, começam ao meio-dia e terminam no dia 2 de julho. A prioridade será para os estudantes que podem participar do Ciências sem Fronteiras. Podem se inscrever no processo seletivo os que atendam, cumulativamente, às seguintes condições: ser aluno de graduação, mestrado ou doutorado, com matrículas ativas nas universidades federais credenciadas como Núcleo de Línguas (NucLi); alunos participantes e ativos no curso My English Online, cujas inscrições tenham sido validadas com até 48 horas de antecedência à inscrição no NucLi; e alunos que tenham concluído até 90% do total de créditos da carga horária de seu curso. Terão prioridade os candidatos que sejam alunos de graduação de cursos pertencentes às áreas do programa, que tenham feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 com média superior a 600 pontos, incluindo a redação, e que tenham concluído até 80% da carga horária total do curso. Os cursos começam no dia 14 de julho, com a duração mínima de 16 horas e a máxima de 64 horas. O Inglês sem Fronteiras tem como finalidade melhorar a proficiência dos estudantes universitários brasileiros, com o objetivo de ampliar o acesso ao Programa Ciência sem Fronteiras. Em janeiro deste ano, foram ofertadas 9.225 vagas para os cursos presenciais. Fonte:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/06/09/ingles-sem-fronteiras-abre-inscricoes-para-cursos-presenciais-130855.php

Uma rádio, que vai ao ar com participação ativa de crianças de 3 a 5 anos, faz sucesso entre os alunos do Centro Municipal de Educação Infantil Monteiro Lobato, suas famílias e moradores do município fluminense de Volta Redonda. Implantada em 2013, pela professora Ana Paula Corrêa de Oliveira Coelho, a Rádio Monteiro Lobato tornou-se conhecida na cidade como Rádio Monteirinho. “Desenvolver um projeto de rádio, com a participação ativa das crianças, foi meu maior desafio”, diz a pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia, há 21 anos na área de educação infantil. Ana Paula, que trabalha como implementadora de informática desde 2007, explica que o projeto foi uma orientação da Coordenação de Informática Aplicada à Educação de Volta Redonda. Ele foi desenvolvido anteriormente por Patrícia Osório, implementadora de informática na Escola Municipal Rubens Machado, com alunos do ensino fundamental. A grande referência de Ana Paula em seu trabalho é o educador Paulo Freire [1921-1977]. Para ele, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção. Por isso, as atividades que ela promove no laboratório de informática visam a um trabalho integrado com a sala de aula, a fim de tornar a aprendizagem significativa para as crianças. Com uma programação variada, a rádio divulga notícias, relata as atividades de destaque nas salas de aulas, transmite a troca de recados entre as crianças e presta homenagem a aniversariantes, com mensagens e oferecimento de músicas a estudantes, professores e funcionários. A definição dos temas é feita durante as chamadas “reuniões de pauta”, quando Ana Paula reúne os representantes de cada turma. “Em conversa com os alunos, vou instigando e anotando as ideias que vão surgindo”, revela. O passo seguinte é a realização das entrevistas. Os estudantes percorrem as salas de aula para ouvir professores e demais colegas. Difusão — Os programas, com duração total de 20 minutos, são gravados e podem ser ouvidos pelos estudantes nos horários de recreação. São apresentados também durante as reuniões com pais e responsáveis. Para que qualquer pessoa possa ouvir os programas, em qualquer lugar e a qualquer momento, arquivos de áudio (podcast), geralmente no formato MP3, são postados no blogue dos implementadores de informática de Volta Redonda. (...) Repercussão — Segundo a diretora da escola, Paula Cristina de Souza Silva, o projeto teve boa repercussão. “Recebemos cumprimentos até de pessoas de outros municípios da região”, ressalta. Pedagoga, com pós-graduação em gestão escolar, há 22 anos no magistério, 12 dos quais na direção, Paula Cristina entende ser de fundamental importância o uso de novas tecnologias na escola. “O trabalho se torna mais dinâmico e instigante, contemplando assim todas as linguagens — visual, auditiva e cinestésica”, diz. Para ela, as tecnologias estão presentes no uso de jogos on-line e off-line, produção de fotos, vídeos, músicas, filmes e outros meios que contribuem para dinamização e enriquecimento de todo processo de ensino-aprendizagem. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20523:emissora-de-radio-faz-sucesso-com-alunos-da-educacao-infantil-&catid=207&Itemid=86

Embora o Ensino Médio colecione altos índices de repetência ao redor do mundo, um menino de Sacramento, na Califórnia, passou voando por essa etapa da educação e conseguiu se formar ainda aos 10 anos de idade nesta semana. Descendente de indianos, Tanishq Abraham chegou a receber os parabéns do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pela façanha. Com meros dois anos, enquanto muitas crianças nem falavam as primeiras palavras, Tanishq já sabia somar e subtrair números simples. Aos quatro, o menino foi aceito na Mensa, sociedade formada por membros com inteligência acima da média, após seu teste de QI indicar 98 pontos. Já com seis, entre colegas que gostavam de brincar de dinossauros, ele já importunava sua mãe para ter aulas de paleontologia. Diante de toda a precocidade, o menino simplesmente pulou o ensino fundamental e conseguiu ser aceito para cursos livres de nível superior no American River College, enquanto estudava em casa as disciplinas do ensino médio. Já com o diploma de conclusão da educação básica nas mãos, Tanishq será a partir de setembro estudante de tempo integral na faculdade, onde terá cinco aulas por dia. Segundo seus pais, o menino espera terminar o ciclo básico na American River College e depois migrar para outra universidade, onde pretende estudar medicina. Na sua mira estão instituições de prestígio como Harvard ou MIT. Tanishq chegou a dizer que gostaria de achar a cura para o câncer. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/menino-de-10-anos-se-forma-no-ensino-medio-ja-esta-na-faculdade-12822856

Depois que a presidente Dilma Rousseff (PT) sancionar o Plano Nacional de Educação (PNE), que tramitou durante três anos e meio no Congresso, outro cronômetro será disparado. Estados e municípios terão o prazo de um ano para concluir seus planejamentos regionais de educação. Hoje, só dez Estados e 42% dos municípios têm seus próprios planos - a cidade e o Estado de São Paulo estão fora dessa lista. O antigo PNE, que valeu entre 2001 e 2010, já previa a formulação de planos locais em um ano, mas a maioria dos Estados e municípios descumpriu a previsão. Agora o Ministério da Educação (MEC) pretende acompanhar de perto a construção desses documentos, que servem para definir estratégias educacionais e uso de recursos durante uma década. A ideia ao fixar prazo mais largo é pensar metas e medidas para período superior a um mandato, que não fiquem reféns das trocas de gestão. Mesmo os Estados e municípios que já têm planos precisam renovar ou reajustar seu conjunto de estratégias para os próximos dez anos, sintonizados com as diretrizes do PNE. Onde não há os documentos, a justificativa mais comum é de que as secretarias ou o Legislativo local esperavam a definição no Congresso para aprovar plano próprio, embora isso não fosse obrigatório. Como as redes estaduais e municipais são responsáveis pelo atendimento na educação básica, delinear políticas locais é essencial para atingir a meta para o País (...). Fonte: http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,estados-e-cidades-tem-um-ano-para-planejar-educacao-imp-,1512691

ATENÇÃO! O prazo prorrogado para submissão de trabalho no VI Fórum Internacional de Pedagogia (VI FIPED) encerra hoje (16). Lembrando que para cada inscrito serão aceitos, no máximo, 2 (dois) trabalhos como primeiro autor e como coautor, não podendo ultrapassar 5 (cinco) participantes por trabalho. Importante que todos os trabalhos submetidos para o VI FIPED sejam cuidadosamente revisados antes do encaminhamento. Trabalhos que estiverem fora das normas serão automaticamente desclassificados. Os trabalhos devem apresentar resultados de pesquisas, com experiências e estudos concluídos ou em andamento, ou de ensino e extensão, desde que articulados com ações de pesquisa. A prioridade é para graduandos em Pedagogia e áreas afins. Profissionais da educação, graduados e pesquisadores também podem inscrever trabalhos. O resultado final da avaliação dos trabalhos será em 25 de Junho de 2014. As inscrições no evento seguem até o dia 20 de Julho. Para mais informações acesse: http://www.fipedbrasil.com.br/normastrabalho.php

O programa Mais Educação, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, receberá adesões de escolas públicas até o dia 30 próximo. Atualmente, 49 mil escolas de todo o país adotam a jornada ampliada de sete horas. A meta do programa é atingir 60 mil até o fim do ano. A proposta do Mais Educação é contribuir para a melhoria da aprendizagem, com o estímulo à ampliação do tempo de permanência na escola pública de crianças, adolescentes e jovens. O programa amplia a jornada nas escolas públicas para no mínimo sete horas diárias e garante aos estudantes do primeiro ao nono ano do ensino fundamental a participação em atividades orientadas no contraturno, além de reforço escolar. A diversificação de atividades inclui esporte e cultura. As instituições de ensino integrantes do programa oferecem orientação de estudos e leitura, com acompanhamento pedagógico, obrigatória para todas as escolas. As atividades no contraturno são monitoradas, preferencialmente, por estudante de licenciaturas vinculadas ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) ou estudantes de graduação com estágio supervisionado. Além do acompanhamento, os participantes podem optar por ações nas áreas de educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica. O cadastramento das unidades de ensino deve ser feito pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20540:escolas-publicas-tem-ate-dia-30-para-aderir-ao-mais-educacao&catid=379&Itemid=86

Estão abertas as inscrições para a décima edição do prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, que seleciona redações, artigos científicos e projetos pedagógicos na área das relações de gênero, mulheres e feminismos. O prêmio é uma parceria da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ONU Mulheres. O concurso avaliará trabalhos nas categorias: estudante de ensino médio – redações; estudante de graduação; graduado, especialista e estudante de mestrado; mestre e estudante de doutorado – artigos científicos; e escola promotora da igualdade de gênero – projetos e ações pedagógicas desenvolvidas em escolas de nível médio. Instituído, em 2005, pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, no âmbito do Programa Mulher e Ciência, o Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero tem como objetivos estimular a produção científica e a reflexão acerca das relações de gênero, mulheres e feminismo no país, e promover a participação das mulheres no campo das ciências e carreiras acadêmicas. As inscrições são individuais e devem ser realizadas até 28 de novembro de 2014, às 18 horas de Brasília, exclusivamente via internet, para todas as categorias, na página do prêmio. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20541:textos-e-projetos-sobre-relacoes-de-genero-concorrem-a-premio-&catid=222&Itemid=86

Um vereador de Fortaleza apresentou projeto de lei determinando que todas as escolas públicas e particulares da capital cearense adotem a “leitura bíblica”. No artigo inicial do texto, Mairton Félix (DEM) argumenta que a proposta visa “trazer o conhecimento cultural, geográfico, científico e de fatos históricos bíblicos”. Na justificativa do projeto de lei 0179/2014, Félix afirma que, para muitas pessoas, a Bíblia é um livro religioso, mas que o seu conteúdo é universal, além de “científico, arqueológico, cultural, geográfico e histórico”. O parlamentar ainda afirma que a “abrangência da sua escrita é fantástica e corresponde há (sic) um período de 1.600 anos”. O projeto foi lido em plenário e já está tramitando nas comissões da Casa. Só após a apreciação destas comissões, a matéria vai a voto. Na justificativa ao projeto o vereador também discorre: “existe um detalhe de tamanha envergadura, pois foi o primeiro livro há (sic) ser impresso no mundo”. Segundo Félix, a proposta se justifica em um ponto peculiar, a popularidade da Bíblia: “é também o mais vendido e lido no mundo, com seis bilhões de cópias e textos traduzidos”. O vereador do DEM alega entender que “o estado é laico”, mas que o projeto não fere a Constituição Federal no seu artigo 5º, que trata da liberdade de religião. Ele, inclusive, cita a Carta Magna de 1988 para justificar sua intenção com o projeto, ao destacar que ela “assegura a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares”. Por fim, afirma que o projeto tem a finalidade de enriquecer o conhecimento dos alunos. Houve espaço até mesmo para uma citação de Galileu Galilei: “Os conhecimentos norteiam as atitudes humanas e até servem para consulta de cientistas, como exemplo de Galileu”. O vereador, que chegou a divulgar o projeto na sua página no Facebook, diz que não há cunho religioso na sua proposta. Ainda afirma que proibir a leitura bíblica nas escolas é uma intolerância” e um “ato de discriminação”. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/projeto-determina-leitura-da-biblia-em-escolas-de-fortaleza-12947488

PARTICULARES SEM QUALIDADE

25 de Junho de 2014

Só 14% das escolas privadas têm infraestrutura adequada. Migração da nova classe média para elas afeta ensino público e não garante melhoria. Um levantamento feito pelo movimento Todos Pela Educação e publicado no GLOBO mostrou que 96% das escolas da rede pública não tinham infraestrutura totalmente adequada para funcionar. São estabelecimentos que, de acordo com o Censo Escolar do MEC, não dispõem de ao menos um dos itens que o recém aprovado Plano Nacional de Educação estabelece como necessário para todos os colégios públicos. São eles: água tratada e saneamento básico, energia elétrica, acesso à internet em banda larga, acessibilidade para pessoas com deficiência, bibliotecas, espaços para práticas esportivas, acesso a bens culturais e à arte e equipamentos e laboratórios de ciências.Uma leitora, diante de notícia tão alarmante, questionou: será que o quadro é muito melhor na rede privada? Dados fornecidos pelo Todos Pela Educação à coluna mostram que não: 86% dos colégios particulares também não dispõem integralmente desses itens. O equipamento que mais falta na rede paga é laboratório de ciências, encontrado em apenas 21% dos colégios. No setor público, a proporção é de 8%. Quando analisamos as causas do mau desempenho de nosso sistema de ensino, a tendência é olharmos apenas para a rede pública, que concentra mais de 80% das matrículas. A rede privada, no entanto, é bastante heterogênea. O topo do ranking do Enem é dominado por colégios particulares de elite, mas, como mostra um trabalho do pesquisador da USP Ocimar Alavarse, 52% das escolas pagas do país tiveram no Enem média abaixo de 560 pontos. Essa pontuação dificilmente credencia um estudante a uma vaga nos cursos superiores mais disputados. Analisar com cuidado os dados da rede privada é importante num contexto em que as matrículas no setor crescem. De acordo com o censo escolar do MEC, de 2007 a 2013, houve aumento de 35% no número de alunos em colégios particulares da educação básica, enquanto os públicos registraram queda de 11%. Uma explicação plausível é que uma parcela da chamada nova classe média, que até então mantinha seus filhos na rede pública, pode estar optando pelo ensino privado, graças à melhoria na renda. Por um lado, o fenômeno é positivo, pois mostra que essas famílias valorizam a educação e estão dispostas a fazer um sacrifício financeiro para tanto. O problema é que a promessa de qualidade de ensino melhor pode não se concretizar em boa parte das escolas que atenderão essa clientela recém-saída da rede pública. Os efeitos desse movimento serão percebidos também no ensino público. Os pais que, ao primeiro sinal de aumento na renda, transferem seus filhos para a escola particular são, provavelmente, também os que mais valorizam a educação e mais cobram e colaboram com professores e diretores em busca de uma melhor qualidade de ensino. O aprendizado não depende apenas da qualidade do professor ou da infraestrutura da escola. É o nível socioeconômico das famílias que, segundo estudos, mais influencia o desempenho dos estudantes. Além disso, é preciso considerar que as crianças aprendem também entre elas, no que é chamado de efeito entre pares. Se os melhores alunos da rede pública migram para a particular, isso afeta o desempenho das crianças que permanecem nas escolas estatais. Ao fim, no entanto, a mais preocupante das consequências desse movimento é reforçar o estigma de que, no Brasil, escola pública é lugar só para pobres. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/particulares-sem-qualidade-12973047

Menos da metade dos professores de ensino fundamental no Brasil pode se dar ao luxo de trabalhar num único colégio. O dado, revelado pela Pesquisa Internacional de Ensino e Aprendizado (Talis, na sigla em inglês) da OCDE, o clube dos países mais desenvolvidos, joga luz sobre um problema que, de acordo com especialistas, afeta diretamente a qualidade da educação. Segundo o levantamento, que a OCDE realizou junto a cem mil professores em 34 países e cujos resultados apresenta hoje em Paris, apenas 40% dos docentes brasileiros que atuam nos primeiros anos do ensino têm dedicação exclusiva, contra 82% na média das nações pesquisadas. De acordo com a gerente da área técnica do movimento Todos Pela Educação, Alejandra Meraz Velasco, por trás dessa realidade estão os salários insuficientes e o baixo número de professores em determinadas áreas. (...) A vida em mais de uma escola é o caso de Marcelle Aguiar, professora de inglês de 33 anos. Para alcançar renda mensal de R$ 3.500, ela precisou assumir 19 turmas em quatro escolas. Marcelle trabalha para a rede municipal do Rio, onde atua num colégio na Pavuna e outro em Acari, e também para a rede municipal de Magé, na qual dá aulas em mais dois colégios. — Seria infinitamente melhor se pudesse receber um bom salário para atuar em apenas uma escola. Teria mais tempo para planejar atividades e vínculos ainda mais fortes com os alunos — pondera. Além da rotina pesada, a professora também já precisou enfrentar escolas inseridas em contextos de violência, como comunidades marcadas pelo tráfico de drogas. Segundo ela, muitas vezes esse peso recai diretamente sobre o professor (...) O cenário descrito por Marcelle também aparece na pesquisa da OCDE, que pediu a professores e diretores (15 mil deles apenas no Brasil) que respondessem a questionários com perguntas sobre liderança escolar, ambiente de trabalho, satisfação e eficiência, práticas pedagógicas e expectativas, avaliação, aprendizado e desenvolvimento de oportunidades. Dos 34 países, somente em Brasil, Malásia e México mais de 10% dos diretores relataram que experimentam episódios de vandalismo ou roubo em uma base semanal. Para a organização, “não surpreende que, tanto no Brasil quanto em outras nações, gestores escolares tenham relatado níveis mais elevados de inadimplência em suas escolas, além de níveis mais baixos de satisfação no trabalho.” Nosso país também aparece ao lado do México, da Suécia e da Bélgica no quesito respeito ao professor: quase um terço dos professores trabalham em escolas onde houve relatos de intimidação ou abuso verbal por parte dos alunos. O Brasil é um dos únicos também onde mais de 10% dos diretores disseram ter presenciado agressões verbais a seus professores toda semana. O estudo também comprova uma realidade que qualquer um que já entrou numa escola de ensino fundamental percebeu: as mulheres são a esmagadora maioria dos professores. Mais especificamente, 71% deles (na média de todos os países pesquisados, são 68%) (...) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/60-dos-professores-no-brasil-sao-obrigados-trabalhar-em-mais-de-uma-escola-diz-estudo-13003976

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) alertou nesta quinta-feira para a existência de 58 milhões de crianças entre os 6 e os 11 anos sem escolaridade. Segundo a entidade, o quadro torna impossível alcançar a meta de uma educação primária universal até 2015. O número deve-se em grande parte ao elevado crescimento demográfico na África Subsaariana, onde existem atualmente 30 milhões de crianças sem escolaridade, indica relatório da Unesco divulgado em Paris. Segundo a organização, se se mantiver a atual tendência, cerca de 43% dos menores sem escolaridade em todo o mundo – 15 milhões de meninas e 10 milhões de meninos – nunca pisarão numa sala de aula. O documento cita, por outro lado, que 17 países reduziram em 86% o número de crianças sem escolaridade em pouco mais de uma década, como o Burundi, Marrocos, Nepal, a Nicarágua e o Vietnã. “É possível conseguir mudanças positivas” com medidas como a adequação do currículo escolar e o apoio financeiro às famílias necessitadas, aponta o estudo. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, considera que os novos dados confirmam a impossibilidade de se conseguir educação primária universal até 2015. Nesse sentido, defende ser preciso fazer “soar o alarme e reunir a vontade política necessária” para garantir o respeito pelo “direito à educação para todas as crianças do mundo”. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/relatorio-da-unesco-aponta-58-milhoes-de-criancas-de-ate-11-anos-sem-escolaridade-no-mundo-13029205

O Ministério da Educação (MEC) informou que a determinação de que escolas de todo o país seriam obrigadas a exibir filmes de produção nacional foi revogada pelo Legislativo. A medida, que foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União, previa duas horas mensais de exibição de produções brasileiras. Assinada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Educação, José Henrique Paim, a lei modificava o texto das diretrizes básicas da educação do país, para incluir o seguinte parágrafo: "A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais." A assessoria do Ministério da Educação não soube informar os motivos das alterações. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/lei-que-obriga-escolas-exibirem-filmes-nacionais-revogada-pelo-legislativo-13044880

Uma escola pública no Japão distribui há cerca de um mês uma cartilha a crianças e adolescentes para mostrar toda a diversidade sexual do ser humano. Com o nome “De quem você vai gostar”, o material foi oferecido a alunos de escolas municipais de Saitama, na região metropolitana de Tóquio. Com a ajuda de um infográfico, a cartilha mostra por meio de setas várias combinações sexuais possíveis entre as pessoas, explicando as diferenças entre heterossexuais, homossexuais, bissexuais, transsexuais e até assexuados. O texto é dirigido a estudantes que estão entrando na puberdade. Em um texto abaixo das setas, é dito que a orientação sexual é feita geralmente durante a puberdade, e que cada escolha é inata, apesar de pressões sociais. Leia um trecho abaixo. “Quando os jovens atingem a puberdade, muitas vezes eles gostam de outras pessoas, e isso é chamado de atração sexual. Dependendo de quem gosta de uma pessoa, esta é a sua orientação sexual. A maioria é heterossexual, mas as pessoas que são homossexuais e bissexuais não formam um pequeno grupo. A orientação sexual é inata e não pode ser alterada por uma intervenção; por isso, não há necessidade de alterar suas preferências. Quando se trata de compreender a orientação sexual, deve-se levar tanto tempo quanto for necessário.” A campanha chega em um momento complicado para a diversidade sexual no Japão. De acordo com uma pesquisa da Campanha do Laço Branco pelo Respeito à Vida, que ouviu 609 estudantes, 69% dos japoneses homossexuais já sofreram algum tipo de bullying, e 30% já pensaram em cometer suicídio. Além disso, 53% deles foram agredidos verbalmente, e 49% foram ignorados ou excluídos de grupos. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/escola-no-japao-distribui-cartilha-de-diversidade-sexual-criancas-adolescentes-13040067

De acordo com um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a maior parte dos estudantes brasileiros que abandonam o ensino médio não acredita que a educação vai proporcionar melhor qualidade de vida. No país, somente 58% dos estudantes concluem o ensino médio, sendo que 85% dos alunos mais ricos finalizam essa etapa, ante 28% dos jovens com menos recursos financeiros. Com base em pesquisas domiciliares realizadas em países latino-americanos, o BID identificou que a maioria dos estudantes entre 13 e 15 anos que não freqüentam a escola coloca a falta de interesse como a principal razão para o abandono. Nas camadas mais pobres, os jovens latinos não chegam a completar 9 anos de educação e a disparidade na aprendizagem é elevada entre escolas urbanas e rurais. Para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil precisa, por exemplo, lidar melhor com os alunos de baixo desempenho e com os repetentes. Os especialistas apontam ainda a disparidade entre o que o aluno espera do ensino médio e o que encontra em sala de aula, muitas vezes distante do que eles desejam para seguir determinadas carreiras específicas e áreas de interesse. Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/noticia/156678-falta-de-perspectiva-faz-estudante-brasileiro-abandonar-ensino-medio.html

O Ministério da Educação (MEC) dá nesta quinta-feira, 3, o pontapé inicial para a construção da chamada Base Nacional Comum da Educação Básica, que prevê o que os estudantes brasileiros devem aprender a cada etapa escolar. Previsto na Constituição e na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), esse dispositivo nunca foi elaborado. É tido por especialistas como fundamental para avanço educacional e na garantia da qualidade do ensino. A Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC recebe nesta quinta um documento que será o “desencadeador” do debate nacional sobre o tema. O texto foi coordenado pela ex-diretora de currículos e educação integral da pasta, Jacqueline Moll. “Estamos propondo uma discussão em regime de colaboração onde estejam presentes o MEC na condução, secretarias e uma participação mais ampla possível”, disse ao Estado a titular da SEB, secretária Maria Beatriz Luce. “O MEC está aberto a construir conjuntamente se a Base Nacional será menos ou mais detalhada.” Depois do longo processo de discussão do Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT), esse deve ser o debate que vai mobilizar o setor talvez nos próximos anos. A criação de uma base nacional sempre esteve acompanhada de resistência de setores de pesquisadores, que temem um engessamento da autonomia do professor. O respeito a diferenças regionais também é temido. Além de definir com mais clareza o que se espera que os alunos aprendam nas determinadas fases escolares, a Base Nacional ainda guiará o processo de avaliação e da própria formação de professores. Hoje, as diretrizes da Prova Brasil (avaliação federal da educação básica) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) servem de indutores dos currículos municipais e estaduais, mas são considerados genéricos. A articulação em torno do tema conta com a participação da União de Dirigentes Municipais e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e também do Conselho Nacional de Educação (CNE). “O compromisso com o CNE é que o MEC coloque o documento para a apreciação online, e todo o País envie sugestões. Isso deve acontecer até o final de agosto”, disse Rosa Neide Soares, representante do Consed. Um grupo de mais de 50 especialistas e entidades também conversam há mais de um ano sobre o assunto, reunindo evidências internacionais e agrupando interessados. “A gente tem se dedicado muito a levantar evidências, mobilizar e colocar o tema em voga”, disse Alice Ribeiro, secretária executiva do projeto de construção de uma Base Nacional Comum da Educação. “Cada escola vai aperfeiçoar de acordo com sua realidade”, afirmou a ex-secretária de Educação Básica do MEC Maria do Pilar Lacerda. Fonte: http://estadao.br.msn.com/educacao/mec-inicia-constru%C3%A7%C3%A3o-de-curr%C3%ADculo-nacional

Habituados a desenvolver, todos os anos, projetos relacionados ao meio ambiente, os professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Lauro Benno Prediger, no município de Ji-Paraná, Rondônia, incluíram, este ano, atividades relacionadas à Copa do Mundo no Brasil. Assim, foi criado o projeto Torcendo e Protegendo o Meio Ambiente, relacionado, de maneira interdisciplinar, ao Mundial de futebol e à Semana do Meio do Meio Ambiente. “Aproveitamos para dar um enfoque diferente. O principal objetivo foi mostrar que a Copa pode ser melhor com menos lixo e poluição”, diz a professora de geografia Matilde Ramilho, que tem pós-graduação em educação ambiental. Segundo Matilde, o projeto foi realizado em equipe, com troca de ideias e opiniões. “Alguns se responsabilizaram pela criação de frases para divulgação no Facebook; outros, pelas bandeiras de cada país e confecção de cartazes e faixas para decorar a escola”, explica. Entre as atividades desenvolvidas com os alunos, Matilde cita a confecção, com garrafas plásticas, de bonecos que representam Fuleco, a mascote da Copa, e de bolas, com copos reciclados. Os estudantes também fizeram cartazes e bandeiras. Eles tiveram a oportunidade de aprender a localizar os continentes dos países participantes do Mundial, bem como conteúdos relacionados às diferentes culturas e populações. De acordo com Matilde, há 15 anos no magistério, a exposição, na escola, dos trabalhos feitos pelos estudantes contribuiu para elevar a autoestima de todos. “Eles se sentiram valorizados”, avalia. Para a professora Creunice Pereira de Souza, que leciona língua portuguesa no ensino fundamental e arte no ensino médio, além de elevar a autoestima dos estudantes, o projeto tem colaborado para estimular a criatividade, incentivar a leitura, provocar uma preocupação maior com a ortografia e a produção de textos. Ela diz que tem incentivado a criatividade e a socialização entre os alunos, além de desenvolver o gosto pela pesquisa. Entre as atividades realizadas, ela cita a produção de frases, cartazes e pinturas. Com graduação em letras e pós-graduação em gestão escolar, Creunice atua no magistério há 23 anos. Na visão do diretor da escola, Valmir Pereira da Silva, o projeto ajudou a ampliar a conscientização dos alunos sobre a importância da natureza e da necessidade de cuidar do meio ambiente. Há 30 anos no magistério, 15 dos quais na direção, Valmir é professor de geografia. Com 1.330 alunos matriculados nos ensinos fundamental e médio e na modalidade de educação de jovens e adultos, a escola conta com a participação atuante das famílias nos eventos que promove. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20569:meio-ambiente-e-esporte-inspiram-trabalho-com-alunos-em-rondonia&catid=211&Itemid=86

A implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, destinado a unificar a ortografia entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), está quase 100% implantado no Brasil e tem avançado nos demais países. As informações sobre o progresso do acordo fazem parte de documento elaborado pela Comissão Nacional para o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), encaminhado em junho ao Senado Federal brasileiro. De acordo com Carlos Alberto Faraco, coordenador da comissão, o processo está em fase adiantada também em Portugal. Em Cabo Verde, a implantação começa este ano. Em Moçambique, o Conselho de Ministros recomendou a ratificação do acordo para que possa ser implantado. Os demais países estão em vias de adotá-lo. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado multilateral destinado a unificar o uso do idioma português nos países da CPLP. O documento foi assinado em dezembro de 1990 por representantes de Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em setembro de 2009, houve a adesão oficial do Timor Leste. A Comissão Nacional para o Instituto Internacional da Língua Portuguesa foi instituída pela Portaria Interministerial nº 12, de 15 de agosto de 2013, assinada pelos ministros da Educação, das Relações Exteriores e da Cultura para apoiar o IILP na implementação dos planos de ação das políticas de promoção, valorização e difusão da língua portuguesa. Em maio deste ano, durante a última reunião do Comitê Científico do IILP, em Cabo Verde, foi elaborado documento que descreve a situação do acordo. Segundo Carlos Alberto Faraco, o documento fornece informações atualizadas sobre o encaminhamento no Brasil, uma vez que a data de implantação definitiva foi prorrogada para dezembro de 2015. Faraco ressalta que é importante acompanhar o calendário de Portugal. Ao destacar que no Brasil o acordo está quase 100% implantado, ele salientou que o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) incorporou os ajustes ortográficos do acordo sem nenhum problema. A imprensa brasileira passou a adotar a nova ortografia em janeiro de 2009 e as editoras, a publicar os livros conforme as novas normas estabelecidas. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20574:documento-apresenta-avancos-na-implantacao-do-acordo-ortografico&catid=372&Itemid=86

Capacitar os professores é a opção mais viável para melhorar o desempenho dos alunos. É o que aponta o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, do Instituto Ayrton Senna e do Boston Consulting Group, lançado nesta segunda-feira, 7, em São Paulo. A cerimônia de lançamento contou com a participação do ministro da Educação, Henrique Paim. De acordo com o estudo, que apresenta desafios e oportunidades relacionados à formação continuada de docentes no Brasil, estudantes expostos a bons professores aprendem de 47% a 70% a mais do que aprenderiam em média em um ano escolar. A pesquisa ainda destaca que é possível atuar em todas as etapas da carreira, e promover a melhoria da formação em serviço apresentaria melhores resultados no curto prazo. Segundo a presidenta do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, o estudo discute possíveis linhas de ação que podem contribuir para acelerar a formação continuada e a qualificação dos professores no Brasil. “A capacitação dos professores é a alavanca acionável para a melhoria da qualidade da educação no curto e médio prazo”, disse. Segundo o ministro, o diagnóstico da pesquisa está de acordo com os levantamentos do Ministério da Educação, que identificam um distanciamento entre a formação oferecida nas universidades e a realidade nas salas de aula. “A palavra-chave é amadurecimento. A relação entre educação básica e a educação superior precisa ser aperfeiçoada para melhorar a formação inicial e continuada dos professores”, afirmou o ministro, reconhecendo a que este é um dos gargalos da educação no país. Para o estudo Formação Continuada de Professores no Brasil, foram entrevistados, por meio eletrônico, 2.732 pessoas entre secretários de Educação, supervisores de ensino, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e professores entre novembro de 2012 e março de 2013. Durante a cerimônia, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (Capes), anunciou um edital para desenvolver a formação de quadros em competência socioemocional (aptos a lidar com estudantes em situação de instabilidade), da graduação ao doutorado, em psicologia, pedagogia e licenciaturas. Serão oferecidas bolsas para 30 doutorandos, 60 mestrandos, 150 professores de educação básica das escolas públicas e 300 estudantes de graduação. Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20573:estudo-revela-que-desempenho-de-alunos-melhora-em-ate-70-com-professor-capacitado&catid=211&Itemid=86

Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o engenheiro Jorge Cintra fez uma descoberta que pode mudar os livros escolares. Em um artigo recente, ele contesta o mapa das Capitanias Hereditárias eternizado por Francisco Adolfo de Varnhagen, considerado o pai da historiografia nacional, e propõe mudanças significativas no seu desenho. A partir de documentos da época, Cintra, que leciona na Escola Politécnica da USP, conseguiu reconstruir com maior exatidão os limites das porções de terra doadas, entre 1534 e 1536, pela Coroa Portuguesa a comerciantes e nobres lusitanos. A técnica evoluiu muito, os instrumentos de medição também. Para a cartografia, isso proporciona maior rigor na obtenção de resultados. E, sobretudo, acho que o professor Cintra, por ser engenheiro, teve uma exatidão que talvez um historiador não tivesse. O grande mérito dele foi ter verificado um erro de base, um erro de interpretação - elogia o geógrafo Jurandyr Ross, responsável por romper um paradigma semelhante ao propor uma nova classificação para o relevo brasileiro. O sistema de Capitanias Hereditárias, que já havia sido utilizado com relativo sucesso na África, dividiu o território em 15 partes e pretendia viabilizar a exploração das riquezas do “Novo Mundo”. As terras tinham como limites o Oceano Atlântico, a Leste, e o Tratado de Tordesilhas, a Oeste. Após recuperar, analisar minuciosamente as cartas de doação e de notar detalhes que passaram despercebidos por Varnhagen em mapas da época, Cintra assegura que, no Norte, a divisão das fronteiras não foi feita de acordo com paralelos, e sim através de meridianos. - Coloquei tudo em dúvida. Descobri um erro ao Sul e resolvi conferir todo o resto. Logo percebi que, de fato, o Norte não estava bem resolvido. Havia capitanias finas demais, era uma incógnita - explica. De fato, as fronteiras que constam no mapa do Atlas Histórico Escolar do MEC, desenhado por Manoel Maurício de Albuquerque sob forte influência das definições de Varnhagen, mostram territórios extremamente estreitos no Norte. Para Cintra, frases contidas nos documentos de doação são as chaves para a solução do problema. Por exemplo, o documento destinado a Antonio de Cardoso de Barros diz: “As quais quarenta léguas se estenderão e serão de largo ao longo da costa e entrarão na mesma largura pelo sertão e terra firme adentro”. Leia mais: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/estudioso-reconstroi-capitanias-hereditarias-afirma-que-livros-escolares-estao-errados-13170302

Nova lei pretende levar o cinema brasileiro para todas as escolas. Agora, elas terão que exibir mensalmente pelo menos duas horas de filmes produzidos no Brasil. Para cineastas e especialistas, a exibição obrigatória vai ajudar a escoar a produção nacional, além de formar plateia. Será necessário, no entanto, cuidado na seleção dos filmes e no planejamento das aulas. "Há pelo menos duas formas de o cinema entrar na sala de aula: uma, a mais danosa para a sociedade brasileira, quando entra como substituto do professor ou como simples dispositivo para compensar buraco na ausência do professor. A outra é o cinema como espécie de mediação para que os alunos comecem a entender o mundo. Aí está a grande potência, até mesmo política", explica a professora e pesquisadora Ramayana Lira – integrante do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. Ramayana explica que existe uma especificidade na linguagem audiovisual, que não se trata apenas do conteúdo mostrado no filme, mas também da estética e de outros elementos. Para trabalhar as produções por completo, os professores devem ser capacitados. Segundo ela, é importante a participação dos pesquisadores em cinema nesse processo, além do Poder Público e dos próprios produtores, que terão mais uma canal de divulgação das obras. Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marciel Consani, a exibição dos filmes em todas as escolas do país será "uma tarefa desafiadora". Não há um hábito de ir ao cinema para ver filme brasileiro", diz ele, que é especialista em educomunicação. "A escola é uma plataforma interessante para criar esse hábito. Mas isso tem que ser feito da maneira correta, amparada metodologicamente, para que não se consiga o contrário, traumatizar os jovens com filmes maçantes e desinteressantes." Um filme, segundo Consani, é um produto indivisível que deve ser analisado como obra completa. A exibição de trechos de filmes para que se dê tempo de analisá-los em um a aula pode ser algo danoso. A sugestão para tempos menores é que os professores escolham média e curta-metragens. Outra preocupação é não usar como verdade filmes que contenham erros históricos, por se tratarem de adaptações. Nas salas de cinema, os filmes brasileiros têm ganhado espaço e público. Segundo o Informe de Acompanhamento do Mercado do primeiro trimestre de 2014 da Agência Nacional do Cinema (Ancine), no período, foram vendidos 35,8 milhões de ingressos. O público para filmes brasileiros aumentou em 15,9% em relação aos três primeiros meses de 2013, enquanto os estrangeiros tiveram uma redução de 0,6%. Apesar disso, as produções estrangeiras ainda detêm a maior parte da audiência (79,6% dos ingressos). "O maior gargalo do cinema brasileiro é a distribuição. Fabricamos, fazemos filmes, mas eles não chegam às salas, ficamos a ver navios", diz o diretor de cinema Cláudio Assis. Seus longa-metragens Amarelo Manga (2002), Baixio das Bestas (2006) e Febre do Rato (2011) foram premiados em festivais de cinema nacionais e internacionais e todos receberam. O informe da Ancine mostra que foram 17 estreias de filmes brasileiros no primeiro trimestre nas salas de cinema e apenas cinco tiveram mais de 100 mil espectadores. Segundo o vice-presidente da Associação Paulista dos Cineastas, Sérgio Rosizenblit, a maior parte da produção não é exibida no cinema. Para se ter ideia, apenas em São Paulo estão sendo produzidas 100 obras. Rosizenblit diz que existem grupos de trabalho discutindo formas de escoar melhor a produção e que um diálogo mais próximo com as escolas poderá entrar em pauta. Com o cumprimento da lei, o cinema brasileiro chegará a mais de 190 mil escolas em todo o país, segundo o Censo Escolar de 2013. O número é bem maior que o de salas, que, de acordo com a Ancine, são 2.738 no Brasil. "As escolas são essenciais. Vão multiplicar os espaços de exibição." Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/cineastas-chamam-atencao-para-selecao-de-filmes-planejamento-das-aulas-13250409

As escolas brasileiras — públicas e privadas — das áreas urbanas estão fazendo um uso maior de computadores e da internet em atividades pedagógicas com os alunos. No entanto, na maioria dos colégios, a aplicação dessas ferramentas ainda permanece restrita a espaços como laboratórios de informática ou até, insolitamente, apenas às salas de professores, secretaria e diretoria. Ou seja, longe das salas de aula. É o que revela a pesquisa nacional TIC Educação 2013, divulgada ontem pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGI.br). Para especialistas, uma integração maior desses recursos ao principal ambiente de ensino pode beneficiar estudantes e mestres, ainda que também represente desafios. Realizado entre setembro e dezembro do ano passado, o levantamento analisou 994 escolas de cidades das cinco regiões do país — universo superior às 856 instituições avaliadas em 2012. Para esta edição, foram entrevistados presencialmente 939 diretores, 870 coordenadores pedagógicos, 1.987 professores e 9.657 alunos, a partir de questionários estruturados. De acordo com a pesquisa de 2013, a presença de computadores nas escolas brasileiras é praticamente universal nas áreas urbanas. Enquanto, nas instituições públicas que dispõem de computadores, as máquinas de mesa estão presentes em todas, nas particulares o índice é de 99% (enquanto isso, crescem notebooks e tablets). Quanto à disponibilidade dos equipamentos para o uso de professores com os alunos, os percentuais também são consideráveis: 76% nas unidades públicas e 85% nas privadas. Entretanto, apesar da presença dos equipamentos, muitos ficam longo do alcance dos estudantes: 89% das instituições públicas com computadores os têm na sala do coordenador pedagógico ou diretor; 85%, no laboratório de informática; e somente 6%, nas salas de aula. Já nas escolas particulares, os índices são de 93%, 71% e 23%, respectivamente. Os laboratórios de informática mantêm a hegemonia absoluta no uso de tecnologia em atividades desenvolvidas pelos professores em conjunto com os alunos. Na pesquisa, 76% dos mestres de escolas públicas disseram usar as máquinas para o ensino nos espaços específicos, enquanto 46% afirmaram usar a tecnologia nas salas convencionais. Nas escolas particulares, no entanto, os mestres que aplicam as ferramentas digitais nas salas de aula chegam a 70%. Apesar de exaltar a larga presença dos computadores e da internet nas escolas, a coordenadora da TIC Educação, Camila Garroux, diz achar importante que as novas políticas públicas passem a focar agora a integração da tecnologia às práticas pedagógicas. Esse processo, ela explica, passa por levar as tecnologias da informação ao cotidiano de professores e alunos. Coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara também afirma ver com bons olhos uma maior integração dessas ferramentas ao cotidiano de professores e alunos. No entanto, ele ressalta que, além de benefícios, a experiência também traz desafios. Quanto ao acesso à internet nas escolas, a TIC Educação também mostra que ele já é praticamente universal, com 95% das instituições da rede pública e 99% da rede privada conectados. A velocidade de conexão, no entanto, ainda cria um abismo entre os dois tipos de escola: enquanto 52% das públicas declararam ter conexão de só até 2Mbps (qualidade aquém do ideal), nas particulares esse percentual cai a 28%. Apesar do predomínio da velocidade baixa, as instituições públicas registraram uma melhora na tecnologia utilizada para acessar a rede: saltou de 57% para 71%, em apenas um ano, o percentual de escolas conectadas com redes sem fio. Outro destaque da pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) é o que trata dos tipos de máquina presentes nas escolas. Enquanto os computadores de mesa e portáteis registraram pouca alteração em relação ao ano anterior, os tablets saltaram de 2% para 11% nas escolas públicas — nas particulares, o índice é de 13%. Nesta edição, pela primeira vez desde que começou a ser realizada, em 2010, a TIC Educação incorporou novos indicadores que analisam o uso por professores dos recursos educacionais obtidos na web para as atividades com os alunos. Tanto nas escolas públicas como nas particulares, 96% deles disseram fazer uso de elementos buscados na rede para as aulas e, entre os elementos mais usados, estão imagens ou fotos, textos, questões de prova e vídeos. Apesar dos índices considerados positivos, os novos parâmetros também apontam para questões que podem ser melhoradas, como a utilização da internet pelos professores para a criação de conteúdos próprios para as aulas. (Adaptado) Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/escolas-publicas-urbanas-tem-acesso-universal-computadores-mas-so-6-os-usam-em-salas-de-aula-13263702

Se na Copa do Mundo nossa seleção teve resultado decepcionante, o mesmo não se pode dizer do time de estudantes brasileiros que participaram da 55ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, da sigla em inglês), na África do Sul. Ao todo, os alunos conquistaram cinco medalhas, sendo três de prata e duas de bronze.Com isso, o Brasil ocupou a 34ª posição no ranking geral por países com 122 pontos. No topo da tabela está a equipe da China, com 201 pontos, seguida pelos Estados Unidos, com 193 e Taiwan, com 192. Ao todo, 560 estudantes de 101 países participaram da competição. As provas ocorreram dos dias 8 e 9 de julho, na Universidade da Cidade do Cabo. Em cada dia, os estudantes tiveram 4h30 para resolver três problemas de matemática, selecionados a partir de diferentes áreas da matemática do ensino médio como álgebra, análise combinatória, geometria e teoria dos números. Murilo Corato Zanarella, 16 anos, Rodrigo Sanches Ângelo, 18 anos, de São Paulo e Daniel Lima Braga, 16 anos, do Ceará, tiveram o melhor desempenho da equipe brasileira garantindo as medalhas de prata, enquanto Victor Oliveira Reis, 17 anos, de Pernambuco e Alexandre Perozim de Faveri, 17 anos, de São Paulo, voltaram ao país com as medalhas de bronze. Alessandro de Oliveira Pacanowski, 18 anos, do Rio de Janeiro recebeu uma menção honrosa. As medalhas conquistadas neste ano são apenas mais um exemplo de um histórico de resultados positivos do Brasil na competição. Desde 1979, ano em que os brasileiros participaram pela primeira vez, conquistamos 110 medalhas, sendo nove de ouro, 33 de prata e 68 de bronze, o que o torna o país latino-americano com o melhor retrospecto na história da competição. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/brasil-conquista-cinco-medalhas-em-olimpiada-internacional-de-matematica-13273871

O Ministério da Justiça (MJ), lançou nesta segunda-feira (21) em parceria com a Universidade Federal de Goias, e o Ministério da Educação aplicativo que auxilia os professores da rede publica de ensino a buscarem informações sobre as classificações indicativas de programas de televisão, filmes e games. A plataforma é a versão digital mais elaborada da cartilha que já foi distribuída aos professores e que contém, além de outras orientações, em linguagem didática, os critérios sobre os quais foram baseadas as classificações disponíveis e oferece ainda, conteúdos para serem trabalhados em sala de aula. O secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão, destacou a importância da ferramenta para os educadores. “A partir deste aplicativo, os professores serão mais um agente de proteção da criança e do adolescente, no meio dessa política tão importante, que faz o direito de escolha do que deve e não ser assistido em casa, e agora também dentro da escola”, disse. O diretor adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação, da estrutura do Ministério da Justiça, Davi Pires, disse que “ é fundamental que a classificação indicativa seja conhecida. Ela é um instrumento de informação, e a ferramenta só pode ser válida se as pessoas conhecerem. Levar o aplicativo para milhares de professores em sala de aula potencializa esta informação”. O MJ espera lançar a segunda fase deste aplicativo mais interativo para a população. Por enquanto, a plataforma só está disponível nos tablets distribuídos pelo MEC e pode ser baixado pelos professores, na loja virtual do ministério. Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/educacao/noticia/2014/07/21/ministerio-da-justica-lanca-aplicativo-para-auxiliar-professores-da-rede-publica-136603.php

O mau gerenciamento das salas de aula das escolas públicas no Brasil faz com que os estudantes percam o equivalente a um dia inteiro de ensino por semana. O dado é do novo relatório “Professores excelentes: como melhorar a aprendizagem dos estudantes na América Latina e no Caribe”, divulgado pelo Banco Mundial. Ao observar mais de 15 mil salas de aula de três mil escolas em sete países latino-americanos, pesquisadores detectaram problemas relacionados às relações cotidianas entre alunos e educadores — falta de liderança, perda de tempo letivo com assuntos extracurriculares —, além de baixo padrão de formação de professores, ausência de planos de carreira, baixos salários e falhas nas avaliações de desempenho. Tudo isso, somado, explicaria o desempenho ruim dos alunos nas avaliações internacionais. —A observação das salas de aula no Brasil mostrou que 64% do tempo são direcionados a atividades acadêmicas; 27%, à organização da sala de aula; e 9%, a atividades que não competem ao ensino. O padrão para um bom gerenciamento seria com 90% direcionados às práticas pedagógicas, e 10%, para a organização sala — afirma Barbara Burns, uma das coordenadoras da pesquisa. O levantamento demonstrou que alunos com os melhores docentes conseguem superar em até 50% o conteúdo previsto para uma determinada série, antecipando tópicos da seguinte. Já nas escolas com os piores professores, a turma chega ao fim do ano letivo com menos da metade do conteúdo planejado. A pesquisa também revelou que o desempenho escolar dos estudantes influencia na economia do país. O relatório expõe que, se o México aumentasse o rendimento médio de seus estudantes no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) até o nível da Alemanha, seu produto interno bruto (PIB) teria um incremento de dois pontos percentuais. O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) afirma que o Estado não fornece condições para a atuação do professor, e isso é refletido em sala de aula. O relatório demonstra a falta de incentivo salarial. O nível de remuneração mensal em 2010, na América Latina, era entre 10% a 50% mais baixo do que a verificada em outras carreiras equivalentes. Essa relação se mantém desde 2000. Para o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Moacir Feitosa, há uma deficiência na formação, que deveria ser bem mais completa. A atenção mais direcionada é um dos pontos do relatório que demonstram como simples práticas podem gerar resultados. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/pesquisa-mostra-que-alunos-perdem-um-dia-de-aula-por-semana-devido-ma-gestao-no-ensino-publico-13373845

AS MELHORES REDES PÚBLICAS

28 de Julho de 2014

Estudo identifica as cidades com gestão do ensino mais eficiente. Entre capitais, Palmas e Teresina se destacam. São Paulo fica entre as piores. Ao fim do ensino fundamental, a média das escolas municipais e estaduais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 foi de 4,2 na cidade de São Paulo e de 3,9 em Teresina. A simples comparação desses números do principal indicador de qualidade do MEC pode nos levar a crer que os alunos paulistanos estudam, em geral, em colégios um pouco melhores. Já é um feito digno de nota a capital do Piauí estar tão perto de São Paulo em termos de qualidade do ensino. Porém, um olhar mais sofisticado sobre os dados revela que, na realidade, o que há é uma enorme distância entre as duas redes públicas em favor de Teresina. Essa conclusão é possível a partir de um estudo dos pesquisadores José Francisco Soares (hoje presidente do Inep, mas na época da pesquisa ainda na UFMG) e Maria Teresa Gonzaga Alves (UFMG). Eles analisaram a eficiência das redes de ensino públicas dentro dos municípios brasileiros. O trabalho parte de um princípio já consagrado na avaliação educacional: o principal fator determinante do desempenho escolar é o nível socioeconômico dos alunos. Em outras palavras, escolas que atendem filhos de pais de maior renda e escolaridade têm uma grande vantagem, que nada têm a ver com a qualidade do trabalho dentro da escola, em relação às demais. Diante desta evidência tão robusta, os dois pesquisadores confrontaram os dados de aprendizado dos estudantes com um indicador do nível socioeconômico de suas famílias para calcular qual o efeito das escolas no desempenho final. Ao fazer essa comparação, foi possível identificar se as redes públicas apresentavam resultados melhores ou piores do que se esperaria caso o desempenho médio dos seus alunos refletisse perfeitamente somente o nível socioeconômico das famílias. Nessa comparação, que capta com mais precisão a eficiência da gestão e a qualidade do ensino, as capitais com melhores resultados no ensino fundamental são, pela ordem, Palmas, Teresina, Campo Grande, Fortaleza e Rio de Janeiro, todas com médias finais na Prova Brasil acima do que se esperaria a partir do perfil dos alunos que atendem. No outro extremo, aparecem Recife, Florianópolis, Cuiabá, São Paulo e, por último, Macapá. Soares e Maria Teresa Alves fizeram esse cálculo também para os demais municípios do país. O melhor é um já bastante conhecido pelo desempenho nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática: Cocal dos Alves (PI). No conjunto, no entanto, as redes públicas mais eficientes estão em cidades mineiras de pequeno porte, que ocupam 91 das 100 melhores posições. Das cidades de médio porte com bom desempenho, os pesquisadores citam Sobral (CE), Patos de Minas (MG), Conselheiro Lafaiete (MG), Ubá (MG), Muriaé (MG), Sertãozinho (SP), Rio das Ostras (RJ), Nova Friburgo (RJ), Toledo (PR) e Foz do Iguaçu (PR). Os dados da pesquisa são interessantes também para comparar cidades de perfil semelhante. Teresina e São Luís, por exemplo, têm um número de escolas parecido e são ambas capitais de estados nordestinos de indicadores sociais baixos. No entanto, Teresina consegue fazer seus estudantes mais pobres avançarem mais do que se esperaria apenas pelo nível de renda deles, enquanto em São Luís acontece o oposto. Os efeitos da pobreza não podem ser minimizados e ela é responsável, em boa parte, pelo mau desempenho de algumas redes. Mas não explica tudo, como provam Soares e Maria Teresa Alves ao identificar gestões mais e menos eficientes no setor público. Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/as-melhores-redes-publicas-13401097

Informamos que o Fórum realizará inscrições durante sua ocorrência (30 de julho a 1 de agosto de 2014). Aqueles que desejarem participar poderão se inscrever e efetuar pagamento no local – Universidade Federal de Santa Maria. Veja através do link os valores referentes a cada categoria: http://fipedbrasil.com.br/normasinscricao.php

COMEÇA HOJE O VI FIPED

30 de Julho de 2014

Têm início hoje as atividades do VI Fórum Internacional de Pedagogia. Com a temática “A Pesquisa como Prática Pedagógica na Formação Inicial do Pedagogo”, o VI FIPED tem por objetivo promover e fortalecer a pesquisa na graduação na formação inicial do pedagogo, possibilitando a divulgação de trabalhos de pesquisas produzidos por alunos de graduação em Pedagogia e áreas afins, bem como a reflexão sobre políticas para a pesquisa. Numa realização da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Centro de Educação (CE), promovido pela Coordenação do Curso de Pedagogia Licenciatura Diurno – UFSM e Associação Internacional de Pesquisa na Graduação em Pedagogia (AINPGP), o VI FIPED contará com palestras, conferências, mesas-redondas, grupos de trabalho, oficinas e atividades artístico-culturais. Com a participação de graduandos, graduados e profissionais de universidades do Brasil, Portugal, Moçambique, México, Honduras e Costa Rica, este evento vem ao encontro da iniciativa de internacionalização da UFSM, pela ampliação do intercâmbio tanto da comunidade acadêmica quanto da necessidade das trocas de saberes entre os diversos cursos de Pedagogia e daqueles envolvidos na formação de professores. O evento disponibilizará inscrições durante sua ocorrência. Mais informações através do site http://www.fipedbrasil.com.br/

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A wonderful serenity has taken possession of my entire soul, like these sweet mornings of spring which I enjoy with my whole heart. I am alone, and feel the charm of existence in this spot, which was created for the bliss of souls like mine.

I am so happy, my dear friend, so absorbed in the exquisite sense of mere tranquil existence, that I neglect my talents. I should be incapable of drawing a single stroke at the present moment; and yet I feel that I never was a greater artist than now.

When, while the lovely valley teems with vapour around me, and the meridian sun strikes the upper surface of the impenetrable foliage of my trees, and but a few stray gleams steal into the inner sanctuary, I throw myself down among the tall grass by the trickling stream; and, as I lie close to the earth, a thousand unknown plants are noticed by me: when I hear the buzz of the little world among the stalks, and grow familiar with the countless indescribable forms of the insects and flies, then I feel the presence of the Almighty, who formed us in his own image.

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